* por Bruno Paes Manso, repórter do ‘Metrópole’
A tensão política na Universidade de São Paulo (USP), com a possibilidade da retomada da invasão de prédios públicos, deve se manter pelo menos até os dias 22, 23 e 24, quando ocorrem as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP. Com os ânimos acirrados pela prisão das lideranças, ninguém descarta a opção por uma nova ocupação. Representantes de correntes mais radicais que lideraram a invasão da reitoria, como a Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional (LER-QI), o Movimento da Negação da Negação (MNN) e os Partidos da Causa Operária (PCO) e Operário Revolucionário (POR) lançaram a chapa ’27 de outubro – Unidade na Luta contra a PM e os Processos’ (o nome faz referência ao dia em que os três estudantes da Geografia foram detidos com maconha). O grupo ganhou visibilidade e adeptos.
A estratégia da ocupação causou comoção entre parte dos estudantes nos últimos dias, que passaram a se reunir em números cada vez maiores. Na assembleia de segunda-feira, que antecedeu a reintegração de posse feita pela PM, cerca de 400 alunos votaram por aclamação pela permanência da ocupação, considerada, consensualmente, a melhor estratégia para pressionar pela retirada da polícia do câmpus.
O sucesso político dessa tática também pode ser sentido pela reaproximação dos atuais integrantes do Diretório Central dos Estudantes, ligados ao PSOL, que haviam rachado com os radicais ao ficarem contra a ocupação da reitoria. Os integrantes do DCE ajudaram hoje no 91º Distrito a articular a defesa dos invasores e organizam uma nova assembleia para decidir os próximos passos dos estudantes.
A expectativa é de que o PSOL possa se juntar aos radicais na disputa pelo DCE. Nesse caso, a esquerda concorre com as chapas do PT e de estudantes do movimento Liberdade, que se definem como apartidários e lançaram a chapa Reação. O grupo defende a permanência da PM na USP e quer ampliar as consultas aos estudantes.
Em 2009, depois de uma série de greves e movimentos, a Reação perdeu a eleição por pequena diferença de 55 votos depois que urnas da Escola Politécnica e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) foram impugnadas. A expectativa é de que seja bem votada no próximo pleito.
As esquerdas, por sua vez, esperam que a leitura dos alunos da USP sobre a entrada da Tropa de Choque e a prisão dos ocupantes sejam favoráveis às bandeiras que defendem. E assim decida as eleições.
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A tensão política na Universidade de São Paulo (USP), com a possibilidade da retomada da invasão de prédios públicos, deve se manter pelo menos até os dias 22, 23 e 24, quando ocorrem as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP. Com os ânimos acirrados pela prisão das lideranças, ninguém descarta a opção por uma nova ocupação. Representantes de correntes mais radicais que lideraram a invasão da reitoria, como a Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional (LER-QI), o Movimento da Negação da Negação (MNN) e os Partidos da Causa Operária (PCO) e Operário Revolucionário (POR) lançaram a chapa ’27 de outubro – Unidade na Luta contra a PM e os Processos’ (o nome faz referência ao dia em que os três estudantes da Geografia foram detidos com maconha). O grupo ganhou visibilidade e adeptos.
A estratégia da ocupação causou comoção entre parte dos estudantes nos últimos dias, que passaram a se reunir em números cada vez maiores. Na assembleia de segunda-feira, que antecedeu a reintegração de posse feita pela PM, cerca de 400 alunos votaram por aclamação pela permanência da ocupação, considerada, consensualmente, a melhor estratégia para pressionar pela retirada da polícia do câmpus.
O sucesso político dessa tática também pode ser sentido pela reaproximação dos atuais integrantes do Diretório Central dos Estudantes, ligados ao PSOL, que haviam rachado com os radicais ao ficarem contra a ocupação da reitoria. Os integrantes do DCE ajudaram hoje no 91º Distrito a articular a defesa dos invasores e organizam uma nova assembleia para decidir os próximos passos dos estudantes.
A expectativa é de que o PSOL possa se juntar aos radicais na disputa pelo DCE. Nesse caso, a esquerda concorre com as chapas do PT e de estudantes do movimento Liberdade, que se definem como apartidários e lançaram a chapa Reação. O grupo defende a permanência da PM na USP e quer ampliar as consultas aos estudantes.
Em 2009, depois de uma série de greves e movimentos, a Reação perdeu a eleição por pequena diferença de 55 votos depois que urnas da Escola Politécnica e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) foram impugnadas. A expectativa é de que seja bem votada no próximo pleito.
As esquerdas, por sua vez, esperam que a leitura dos alunos da USP sobre a entrada da Tropa de Choque e a prisão dos ocupantes sejam favoráveis às bandeiras que defendem. E assim decida as eleições.
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