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quarta-feira, 6 de abril de 2011

SÉRIE UFPE LEGAL: Negligência // Psicólogos irão atender menino


O apelo, enfim, foi atendido, ou pelo menos é o que promete a secretária de Assistência Social do Recife, Niedja Queiroz. Hoje, um grupo de assistentes sociais e psicólogos visitará a casa do menino que o professor de educação física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) José Luís Simões levou, na última segunda-feira, à sede da prefeitura. O ato de desespero do docente foi para chamar a atenção do prefeito, João da Costa, em relação à situação de possível negligência que o menino vive por parte da própria família.

Fora da escola há pelo menos quatro anos, a criança, que mora com a mãe, que é ex-presidiária, uma tia e uma irmã, na comunidade de Roda de Fogo, nos Torrões, passa o dia nos arredores da UFPE pedindo esmolas aos estudantes. Mas, no que depender, da Secretaria de Assistência Social, a partir de agora, a realidade do menino será outra. ´Amanhã (hoje) estarei com o relatório dos assistentes sociais e psicólogos que vão não só conhecer a casa do garoto, como também conversar com vizinhos para ter a real situação em que ele vive`, garantiu Niedja Queiroz. ´Depois que eu analisar o documento, vamos desenvolver as ações cabíveis`, completou.

O professor José Luís Simões comemorou a decisão da prefeitura, mas lamentou que o caso precisou sair na imprensa para produzir resultados. ´Fico muito feliz em saber que ele começará a ser atendido. O triste é que o poder público só resolveu agir depois que a história chegou ao jornal`, disse. Responsável pelo projeto institucional Pirraias da UFPE, o docente afirma que não vai deixar de acompanhar a vida do menino. ´Quero que ele seja matriculado imediatamente em uma escola. Ele tem direitos os quais merecem ser respeitados`, frisou.

O professor já havia tentado resolver a situação do garoto indo três vezes no Conselho Tutelar do Cordeiro. Nas duas últimas, José Luís chegou a protocolar a denúncia, mas nada foi feito. ´O pior disso tudo é saber que um órgão que deveria ser um auxílio para garantir os direitos das crianças, simplesmente não cumpre seu papel`, desabafou. (Kleber Nunes / Especial para o Diario)



 
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