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sábado, 9 de abril de 2011

MATÉRIA: Secretaria de Educação do Rio deve prestar atendimento integral às vítimas, diz movimento social

FONTE: http://aprendiz.uol.com.br/content/drepitedro.mmp


Sarah Fernandes

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro deve prestar atendimento integral aos alunos, pais e profissionais de educação envolvidos no atentado a escola Tasso de Silveira, que deixou 12 crianças mortas na manhã desta quinta-feira (7/4).

A recomendação é do coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. “Sem paz é impossível aprender. Vai ser muito difícil retomar as atividades da escola e cabe a Secretaria dar um tratamento global a estudantes, familiares e trabalhadores, para ajudá-los inclusive na parte emocional”.

Para o especialista, a Secretaria deve ficar responsável ainda por medidas como reforçar a segurança e transferir crianças e trabalhadores traumatizados. “É um episódio muito triste para a educação brasileira, que nos remete a uma questão de segurança pública, pelo acesso indiscriminado a armas de fogo. O caso acabou se tornando um Columbine brasileiro porque lá também o acesso a armas é fácil”.

A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, divulgou em seu Twitter que está retornando dos Estados Unidos, onde daria uma palestra. “Estou aqui no aeroporto aguardando meu voo. É um momento triste para todos, mas também um momento de união”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou em nota que “hoje é um dia de luto para a educação brasileira; uma tragédia sem precedentes” e informou que toda a rede federal carioca está à disposição da prefeitura do Rio de Janeiro e das famílias.

Em seu Twitter, a secretária de Educação Básica do ministério, Maria do Pilar Lacerda, escreveu: “Contem com o MEC! O Ministro antecipou a volta de Porto Alegre e chegará a Brasília por volta das 17h”.

Maria do Rosário Nunes, ministra da Secretaria de Direitos Humanos e presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), afirmou em nota que está “indo pessoalmente ao local para acompanhar a situação. Trabalharemos incansavelmente para que uma tragédia como essa não se repita em nosso país”.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação também informou em nota que está “profundamente chocada e abalada com a tragédia” e reforçou que “a morte das onze crianças, estupidamente assassinadas, não será esquecida”.

“É lamentável que este fim trágico tenha ocorrido em uma escola, em uma sala de aula. Este é um local de aprendizagem, confraternização e amizades. Mas, por uma ação sem precedentes no nosso país, tornou-se o mais improvável cenário de violência”, aponta a nota.  

Atentado

Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, invadiu na manhã desta quinta-feira (7/4) a escola municipal Tasso da Silveira, na rua General Bernardino de Matos, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Ele abriu fogo contra uma sala da 8ª série, com 40 alunos, no primeiro andar.

Ao todo, 12 crianças morreram, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, além do próprio atirador, identificado como um ex-aluno da escola, que disparou contra a própria cabeça depois de ser baleado por um sargento, segundo os portais UOL e IG. Mais de 400 jovens estudam na escola, em 14 turmas do 4º ao 9º ano.

Segundo as últimas informações da Secretaria Estadual de Saúde, há 13 feridos (dez meninas e três meninos), sendo que quatro estão em estado grave. A maioria das vítimas foi levada para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. Os casos mais graves estão sendo encaminhados para outros hospitais. O hemocentro do Rio de Janeiro está pedindo doções de sangue para atender os feridos. O telefone é 0800 282 0708.

Em entrevista à Globo News, o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), confirmou que Oliveira deixou uma carta indicando que ele tinha a intensão de cometer o atentado. "Foi um ato premeditado", disse Beltrame.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse que o massacre poderia ter sido maior, se um segundo sargento da Polícia Militar não tivesse interferido. O oficial cumpria uma operação na região e foi avisado por dois estudantes feridos que fugiram da escola sobre o atentado.

O sargento atingiu o atirador na perna no terceiro andar, quando se preparava para continuar o tiroteio.
* Atualizado em 8/4. Com informações do UOL
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