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quinta-feira, 7 de abril de 2011

MATÉRIA: Mulheres são maioria entre jovens que não trabalham nem estudam



Mulheres são maioria entre jovens que não trabalham nem estudam
Da Redação*
As mulheres são a maioria entre os jovens de 18 a 24 anos que concluíram o ensino médio, mas não trabalham nem continuam estudando. Elas representam 74,7% desse total, de acordo com dados do boletim “Na Medida”, publicado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Educacionais (Inep).

Das jovens que não estudam nem trabalham, 43,5% eram casadas em 2008, ano base da pesquisa. Dentre elas, 68,4% tinham pelo menos um filho, na sua maioria com menos de 10 meses de idade. Segundo o Inep, parte da “inatividade” dessas mulheres pode ser temporária, já que boa parte dos filhos são pequenos.

Porém, a proporção de mulheres que desistem dos estudos e do trabalho tende a crescer depois dos 21 anos, indicando que “existe uma forte correlação entre casamento/maternidade e a saída”, segundo a publicação. Com a correção do fluxo escolar elas tendem a “parar” com um nível de escolaridade mais alto, o que gera benefícios para a sociedade, segundo o Inep.

“Esta saída pode ser explicada por preferências das mulheres e maior produtividade destas nas tarefas associadas a cuidar dos filhos ou até pelas condições mais desafiadoras encontradas pelas mulheres no mercado de trabalho, em termos de ocupação e salários.”

Já entre os homens o cenário é inverso: quase todos (95%) os que concluíram o ensino médio, mas não estudam nem trabalham, são solteiros, sendo que 66% deles moram com os pais.

Geral

No Brasil 3,4 milhões de jovens entre 18 e 24 anos não estudam nem trabalham, um total semelhante à população do Rio Grande do Norte, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse contingente representa 14,6% do total dos 23,2 milhões de jovens na época da pesquisa, baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008.

O percentual de jovens “desocupados”, que não estudam e não trabalham, vem se mantendo constante desde 2001, em torno dos 15%. No entanto, o número dos que não trabalham, mas estudam, vem caindo, passando de 12,6% em 2001 para 10,5% em 2008.
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