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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MATÉRIA: Universitários reivindicaram mais segurança dentro da universidade

FONTE: ne10.uol.com.br/

JULIANA ARETAKIS



 MANIFESTANTES acenderam velas para lembrar suicídios ocorridos no prédio do CFCH
 

O que seria um protesto de estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) terminou em uma confusão, que impediu o acesso à reitoria durante toda a tarde ontem. Por volta das 14h, cerca de 100 alunos da instituição de ensino chegaram ao prédio para pedir reforço na segurança da universidade, e, em meios às reivindicações, bloquearam a entrada e saída da reitoria por quase três horas, até a chegada do reitor Amaro Lins. O ato foi motivado por mais um suicídio no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), ocorrido na noite da última quarta-feira, quando uma ex-aluna pulou do 14º andar do prédio. Este foi o quarto suicídio contabilizado neste ano, segundo a assessoria de comunicação da UFPE. De acordo com os alunos, ao longo dos 65 anos da universidade, mais de 50 suicídios foram registrados.

No início da mobilização, os estudantes acenderam velas em frente à reitoria e realizaram um apitaço. Em seguida, receberam a notícia de que seriam atendidos pelo reitor Amaro Lins. Neste momento, o grupo decidiu fechar os dois únicos portões de entrada e saída de veículos, além de um portão para pedestres. Os funcionários do prédio não puderam deixar o local nem mesmo após o expediente, às 17h. As pessoas que chegavam também eram impedidas de entrar pela porta principal. Para evitar a saída dos carros, além de fechar os portões, os estudantes chegaram a colocar blocos de concreto.

Este cenário perdurou por quase três horas até a chegada do reitor, pouco antes das 17h30. De acordo com a assessoria de comunicação da UFPE, desde às 15h30 o reitor estaria disponível para falar com os alunos. Porém, a solicitação do mesmo era que fosse liberada a entrada para que ele chegasse ao prédio e que os alunos se acomodassem no auditório, no primeiro andar. Mas, apesar do comunicado, os estudantes decidiram continuar em frente da reitoria, esperando o reitor ainda no estacionamento.

Após as negociações, eles aceitaram liberar o acesso, caso o professor Amaro Lins chegasse ao prédio e abrisse o vidro do carro para se identificar. Depois de cumprir o que os estudantes solicitaram, todos subiram para o auditório. No espaço, os alunos iniciaram a reunião relatando os pontos reivindicados. Entre eles, uma política de segurança para os estudantes; assistência estudantil de qualidade, assim como a ampliação do tratamento psicológico para os alunos; e a maior participação dos mesmos no Conselho Universitário.

“Nós não queremos apenas que sejam colocadas grades no CFCH. Queremos palestras, uma atenção com o próximo, com os que estão sofrendo. Como é que a universidade pode deixar que tantas pessoas morram naquele prédio sem fazer nada?”, questionou a estudante de Pedagogia, Beatriz Ribeiro. De acordo com o reitor Amaro Lins, outros suicídios já foram impedidos no prédio por seguranças. Grades foram colocadas em algumas áreas, mas, por orientação do Corpo de Bombeiros, outras partes do CFCH não podem ser gradeadas. A reitoria comprometeu-se a buscar novas soluções para as demandas apresentadas.
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