CAROL PACOBAHYBA
A visita de Estado realizada pela presidente Dilma Rousseff à China foi concentrada em debater interesses comerciais e em investimentos em setores como educação, tecnologia, meio ambiente e energia. As negociações diplomáticas podem marcar um novo capítulo nas relações entre Brasil e China, com mais investimentos em tecnologia e mão de obra, laços estreitos de comércio e maior produtividade industrial em cooperação com um dos mais importantes parceiros do País. “Os debates envolvem gerar mais cadeias produtivas e promover o intercâmbio de produtos e serviços. Exportaremos carne de frango, soja e o petróleo, porém respeitando as regras de economia internacional”, analisa o economista e professor da Universidade Católica de Pernambuco, Thales Castro.
Nos acordos firmados entre os governos brasileiro e chinês, estão o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional; o desenvolvimento de linhas de transmissão de longa distância; a construção de um pólo de produção de telecomunicações; a realização de estudos de tecnologia de prospeção de energia; criação de empresas de processamento de soja; o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração; o gerenciamento sustentável e proteção dos recursos hídricos e a criação de um centro de pesquisa Brasil-China para pesquisa em nanotecnologia, entre outros.
Com os tratados, novas janelas são abertas e ambos os países saem no lucro. De um lado, o Brasil ganhou uma declaração formal chinesa de investimentos recíprocos, que instigam as indústrias como a metalmecânica e a naval. De outro, a China ganha um grande parceiro produtor. Juntos é possível gerar dinamismo econômico. Para o economista, o Estado também poderá ser beneficiado com as relações entre Brasil e China. “Pernambuco não fica atrás porque está entrando na linha direta de navegação e pode ser transformado em ponto de carga e descarga entre os países, quase sem escala, favorecendo até o envio de produtos regionais”, complementa Castro.
Entretanto, os produtores brasileiros temem perder mercado ante os preços competitivos do país oriental. Na semana passada, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apresentou um pedido de salvaguarda transitória à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, contra a China. A medida tem a intenção de aplicar medidas restritivas às importações asiáticas que têm custo tão baixo de operacionalização e mão de obra tão barata, que podem acabar provocando um prejuízo às empresas brasileiras. “A salvaguarda foi solicitada para evitar uma enxurrada nociva de produtos chineses. Investimentos são sempre bem vindos, mas estes não podem comprometer a economia nacional”, afirma o professor.
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Nos acordos firmados entre os governos brasileiro e chinês, estão o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional; o desenvolvimento de linhas de transmissão de longa distância; a construção de um pólo de produção de telecomunicações; a realização de estudos de tecnologia de prospeção de energia; criação de empresas de processamento de soja; o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração; o gerenciamento sustentável e proteção dos recursos hídricos e a criação de um centro de pesquisa Brasil-China para pesquisa em nanotecnologia, entre outros.
Com os tratados, novas janelas são abertas e ambos os países saem no lucro. De um lado, o Brasil ganhou uma declaração formal chinesa de investimentos recíprocos, que instigam as indústrias como a metalmecânica e a naval. De outro, a China ganha um grande parceiro produtor. Juntos é possível gerar dinamismo econômico. Para o economista, o Estado também poderá ser beneficiado com as relações entre Brasil e China. “Pernambuco não fica atrás porque está entrando na linha direta de navegação e pode ser transformado em ponto de carga e descarga entre os países, quase sem escala, favorecendo até o envio de produtos regionais”, complementa Castro.
Entretanto, os produtores brasileiros temem perder mercado ante os preços competitivos do país oriental. Na semana passada, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apresentou um pedido de salvaguarda transitória à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, contra a China. A medida tem a intenção de aplicar medidas restritivas às importações asiáticas que têm custo tão baixo de operacionalização e mão de obra tão barata, que podem acabar provocando um prejuízo às empresas brasileiras. “A salvaguarda foi solicitada para evitar uma enxurrada nociva de produtos chineses. Investimentos são sempre bem vindos, mas estes não podem comprometer a economia nacional”, afirma o professor.
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