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terça-feira, 22 de novembro de 2011

MATÉRIA: País gasta mais com prisão do que com escolas

FONTE: http://www.ondajovem.com.br/noticias/pais-gasta-mais-com-prisao-do-que-com-escolas/view



22/11/2011
O Brasil gasta mais com seus presos do que com seus estudantes. No caso do governo federal são, em média, R$15 mil por ano com estes e R$40 mil com os presos. E nos estados a distância é maior: para os presos, R$21 mil, para os alunos, R$2.300.
A comparação é dramática, mas na verdade não significa obrigatoriamente grande coisa. O que realmente importa é o contraste entre recursos e necessidades. E tanto especialistas em educação como pesquisadores de problemas de segurança pública não se declaram satisfeitos: afirmam que se gasta pouco nas escolas e mal nas penitenciárias.
Especialistas da Campanha Nacional pelo Direito à Educação afirmam que, no sistema atual, seria necessário aumentar os gastos em algo entre 40% e 50%. Mas, se for implantado o Plano Nacional de Educação - um projeto que está em discussão no Congresso -, o custo aumentará em 100%. Por enquanto, ninguém se aventurou a prever de onde sairá o dinheiro para isso.
Já quem se preocupa com o sistema penal reconhece, apesar das críticas, que a União está investindo corretamente na construção de penitenciárias: com uma que será inaugurada em 2012, serão cinco as unidades federais que se somaram ao sistema penal nos últimos anos. E o Ministério da Justiça está para anunciar gastos de mais de R$1,1 bilhão em construção e reformas na rede de cadeias públicas.
É claro que os problemas do sistema penal não se limitam ao número de celas disponíveis. Pelo menos em tese, as prisões não existem apenas para punir criminosos, e sim para isolar os irrecuperáveis e preparar para a volta à liberdade os condenados por delitos, digamos assim, eventuais. E especialistas no assunto também defendem um aumento na aplicação de penas alternativas, beneficiando réus primários e evitando as consequências obviamente negativas de sua convivência com bandidos irrecuperáveis.
Tudo isso é importante, nada disso é novidade, mas sempre vale a pena lembrar que é melhor e mais barato reduzir a necessidade de punir o crime - o que se consegue agindo sobre as frustrações e tentações que levam à criminalidade.

Fonte: O Globo/ Luiz Garcia/ Escolas e Prisões
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domingo, 6 de novembro de 2011

MATÉRIA; Enade divide opiniões de estudantes

FONTE: http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/675635?task=view

Brasília – Estudantes que fizeram a prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) neste domingo (6) mostraram que, mesmo depois de sete anos de tradição, a aplicação da prova ainda divide opiniões. Nesta edição, 376 mil universitários que estão em fase de conclusão de curso foram convocados para o exame, que é condição obrigatória para a retirada dos diplomas.

A maior crítica é a suposta ineficiência de um único exame, com 40 questões, para avaliar o conteúdo de um curso que leva anos para ser concluído. “Eu acho que não é uma forma eficaz de avaliar, porque muita coisa lá de trás do curso eu não lembro mais, mas por outro lado os temas foram pertinentes com a área e eu acho que é o mínimo que o estudante deve saber. Em geral, eu acho que o Enade está mais para o bom que para o ruim”, disse Yuri Vieira, do curso de ciências biológicas.

Apesar de criticar a metodologia da prova - perguntas grandes, foco em algumas áreas do conhecimento em detrimento de outras - sua colega de curso também é favorável ao Enade. “Ao contrário do que muitos dizem, não acho que o Enade é só para a universidade. Eu acho que é importante para saber se você está conseguindo guardar alguma coisa depois do curso”, comentou Thâmise de Carvalho.

Outro ponto polêmico é a obrigatoriedade do exame, já que muitos alunos vão fazer a prova apenas para garantir o diploma e não levam a avaliação a sério. “Na minha sala, várias pessoas entregaram a prova 15 minutos depois de ter começado. Seria melhor que só fosse quem realmente quer ser avaliado”, disse Isabela Gardés, do curso de arquitetura. Graziella Queiroz, também do curso de arquitetura, destacou que não iria fazer a prova se não fosse obrigada. “Dizem que o Enade serve para avaliar os cursos, mas antes não existia, e, de alguma forma, se analisava a faculdade."

Aluna do curso de pedagogia, Silvana de Araújo acredita que a maior parte dos estudantes criticam a obrigatoriedade porque não querem perder um domingo de folga. “A prova não é difícil, e mesmo que não fosse obrigatório eu viria para me avaliar e para saber como o meu curso está em relação aos outros. Mas sei que a maioria das pessoas não pensa assim”. Sua única sugestão é que o exame fosse aplicado ao longo do curso, ou que, pelo menos, a mesma turma realizasse a prova quando entra e quando sai da faculdade.

Fonte: Agência Brasil
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MATÉRIA: Novo reitor assume Universidade Federal


Momento de despedida para uns e de boas-vindas para outros. Esta mistura de substantivos esteve presente, ontem pela manhã, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), quando o ex-reitor da instituição, Amaro Lins, transferiu o cargo ao atual gestor Anísio Brasileiro. Na ocasião, além de funcionários e estudantes da “casa”, estiveram presentes autoridades públicas, como o prefeito do Recife, João da Costa; o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; e o senador da República, Humberto Costa. Todos puderam prestigiar a cerimônia tradicional, que teve início com a leitura do ato de posse do reitor e o protocolo das vestes específicas que simbolizam o poder institucional ao cargo.

“Posso dizer que construímos uma no­va universidade dentro da UFPE, porque investimos no quadro de servidores, expandimos recursos e resgatamos compromisso junto à sociedade”, disse Lins.

O sentimento de continuidade, de fato, foi atestado pe­lo novo reitor, Brasileiro. “É com muita honra e senso de responsabilidade que eu recebo esse posto do professor Amaro. Pretendo cuidar muito bem dos estudantes e da segurança, alimentação e formação de qualidade de­les”, pontuou o gestor, exemplificando as novas metas. “Já temos recursos para os Restaurantes Universitários (RUs) de Caruaru, que come­çaremos em poucos meses, e em Vitória, que já está em conclusão. Também pretendo entrar em contato com companhias de transporte, para ampliarmos os ônibus que circulam nos campi”.

O reitor, no período de candidatura, também havia citado a política de informação e comunicação como proposta. Permanecendo, portanto, com a ideia ativa, ele explicou como iria executar o projeto. “Primeiro, vamos fortalecer cada unidade de rádio, televisão, biblioteca, com políticas específicas e recursos para equipamentos e infraestrutura. O propósito é aproximar a comunidade acadêmica do sistema de comunicação. Então, vamos criar uma espécie de superintendência para cuidar dessas políticas e levar isso à frente”, destacou.

Confiantes de que o novo mandato só tem a fortalecer a unidade de ensino, autoridades públicas também expuseram o que aguardavam da gestão. “Espero continuar com a relação muito próxima e com a parceria que tivemos nesses anos. Temos compartilhado desafios e encomendas com a UFPE, a UFPRE, a Univasf e a UPE; todas focadas e capacitadas. Então, tenho certeza de que essa parceria vai continuar de forma positiva”, externou o governador do Estado, Eduardo Campos. Já o prefeito do Recife, João da Costa, preferiu focar nas futuras parcerias entre a cidade e a UFPE. “Esta universidade é um patrimônio fundamental para transformar a cidade, do ponto de vista econômico. Através dela, poderemos criar cadeias produtivas na área da farmacologia, biotecnologia. Portanto, vamos procurar o reitor para consolidarmos outros acordos”, concluiu.

A camada estudantil também fez questão de estar presente e cobrar mais direito de voz . “Como a gente construiu o projeto da campanha dele, a gente espera que ele faça uma gestão em conjunto com a gente. E temos reivindicações de bolsas de estudo, melhorias nas infraestruturas. Como não tivemos muito diálogo com Amaro, esperamos ter com Anísio, apesar de ele ser da situação. Afinal, ele é outra pessoa”, opinou o aluno da UFPE Bruno Melo.
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